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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

EcoCidades do Futuro




Com o avanço da consciência ambiental no mundo, surgem cada vez mais projetos de cidades alternativas, que têm o verde como foco, como os projetos Ecobay, na Estônia; Ecocity, na Alemanha; e Songdo IBD, na Coreia do Sul.


Ecobay - O desafio de projetar uma cidade sustentável na península Paljassaare, em Tallinn, Estônia, foi lançado em 2008; e os arquitetos dinamarqueses da Schmidt Hammer Lassen foram os grandes vencedores.
Eles idealizaram um vilarejo de mais de 480 mil metros quadrados para ser habitado por cerca de seis mil pessoas. O local será organizado em pequenos distritos, o que permitirá acesso rápido a todas as necessidades cotidianas, a distâncias facilmente percorridas a pé ou de bicicleta.
Os prédios serão projetados para tirar maior proveito da luz natural e a cidade será abastecida por fontes de energia alternativa, incluindo a eólica, geotérmica e hidrelétrica.
A previsão de inauguração do projeto é de 10 a 15 anos.


 


Ecocity - Embora a Alemanha já tenha um exemplo de cidade focada na sustentabilidade (Vauban), atualmente o país aposta em outra, a poucos quilômetros do centro de Hamburgo.
Projetado pelas empresas Tec Architecture e Arup, o complexo Ecocity é na verdade uma "cidade dentro de outra cidade”, já que será constituído por um grupo de dez grandes edifícios com apartamentos, centros comerciais e escritórios.
Todos os aspectos são planejados em torno da sustentabilidade, desde a geração de energia, gestão da água e transporte; até a conscientização social (explicando às pessoas sobre o nascimento e desenvolvimento da cidade e criando organismos de controle que atuem em parceria, por exemplo).
Além disso, a intenção é conquistar certificações de credibilidade, como a LEED e BREEAM para todos os edifícios.
Pelo menos 10% da energia da cidade virá de fontes eólicas, e os prédios contarão com iluminação e aquecedores de fonte solar.
Muitos telhados serão cobertos por plantas, para controle de temperatura interior e ambiental, para melhorar a qualidade do ar. A inauguração da Ecocity, no entanto, não possui data prevista.


Songdo IBD – O mais recente projeto de ecocidade é o Songdo IBD, em Incheon, Coreia do Sul. Desenhado pela empresa Kohn Pedersen Fox, trata-se de um complexo de escritórios com mais de 120 edifícios certificados pelas normas LEED, parques, espaços abertos e sistema de transporte público bem planejados.
Com uma área de seis quilômetros quadrados e cerca de 75 mil habitantes, sua construção deve custar cerca de 30 bilhões de dólares.
Como todas as cidades "verdes", a ideia é que Songdo seja facilmente percorrida por meio de transporte público, e que possua muitos espaços verdes.
Diferentemente dos outros projetos, o esforço ecológico em Songdo está em sua construção sustentável, nos espaços naturais e em um meio de transporte “eco”, não na geração de energias alternativas. Sua primeira fase de construção já foi concluída.
Apesar das ecocidades serem tão interessantes, a ideia também foi criticada, elas sugerem que para sermos sustentáveis, teremos de construir novas cidades, e não alterar as já existentes. 

Mais informações sobre os três projetos:
Ecocity - www.ecocity.de/en - Inhabitat
Songdo IBD - Kohn Pedersen Fox Inhabitat
fonte: TreeHugger

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Trecho de via expressa alemã será transformado em parque público


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A maior via expressa da Alemanha está prestes a passar por uma reforma gigantesca e se transformar em um enorme parque público em alguns trechos.


Quando as obras terminarem, a A7 ostentará uma cobertura de três metros de espessura que se estenderá do distrito de Schnelsen, em Hamburgo, até Bahrenfeld. A tarefa não será fácil, já que a cobertura terá até 30 metros de largura em alguns pontos.
























Trata-se de uma faixa de cinco quilômetros da A7, que separa a zona oeste de Hamburgo do restante da cidade. No entanto, o tráfego diário de mais de 150 mil carros produz muito barulho e poluição. Estimativas calculam que esse número suba para 165 mil até o ano de 2025.

O parque vai religar distritos que ficaram isolados por quase 30 anos, desde a construção da via expressa. No entanto, o projeto tem pontos negativos. A A7 não é importante apenas para a Alemanha, mas para toda a Europa. Com mais de 800 quilômetros, a via liga diretamente a Dinamarca e a Áustria, e a reforma interromperá o tráfego. Além disso, o projeto irá desalojar hortas localizadas no sudeste de Bahrenfeld.

Uma curiosidade: a A7 ocupa uma antiga rota de comércio medieval entre a Escandinávia e Hamburgo.


A construção começará em 2012, no distrito de Stellingen, onde o parque de 800 metros terá uma área reflorestada e jardins comunitários. O trecho de 400 metros em Schnelsen terá um corredor de árvores para bloquear o barulho das seis pistas de tráfego logo abaixo. O trecho de Bahrenfeld terá a maior cobertura e abrigará 1.700 novos apartamentos residenciais. A construção de cada trecho deve levar quatro anos.


Não será a primeira vez que uma estrada é coberta por parques na Alemanha. Düsseldorf e Munique já têm os seus, mas o da A7 será o maior do país. As obras integram o programa European Green Capitol 2011 de Hamburgo.


O projeto, em grande parte financiado pelo governo federal, custará cerca de um bilhão de dólares.

fonte: TreeHugger

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O começo do Urbane


Bom dia a todos e bem vindos ao Blog do escritório Urbane, somos um escritório que tem um sonho de acreditar que a arquitetura não morreu em relação ao que esta sendo produzida no Brasil salvo alguns casos pontuais... O escritório tem um foco principal para projetos eficientes (projetos sustentáveis) estudos arquitetônicos e urbanísticos para uma melhoria na nossa própria qualidade de projetos, sempre pesquisando, estudando e tentando levar isso como resposta as novas "problematicidades". Bem por enquanto é isso... vai em seguida  o projeto vencedor do concurso Premiados Holcim – África e Oriente Médio.


Escola de 2º grau com sistema de ventilação passiva
Localização: Gando, Burkina Faso
Início da construção: Maio de 2011
Autor: Diébédo Francis Kéré – Kéré Architecture, Alemanha
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O projeto está situado num dos países mais pobres do mundo e de difícil acesso à educação, principalmente em zonas rurais. Gando, uma região com 3.000 habitantes, não dispunha de infraestrutura para escolas de 2°grau. O projeto desenvolvido considerou os condicionantes climáticos, numa região onde no verão as temperaturas atingem 35°C. A equipe de arquitetos vencedores utilizou como solução ao desafio de diminuir as elevadas temperaturas um sistema de ventilação natural, um sistema de tubulação subterrânea, vegetação e um sistema de dupla cobertura do telhado e nas fachadas. Utilizando-se destes mecanismos  produziram uma redução térmica de  5°C, tornando a escola um lugar com melhores condições de conforto térmico.
O consumo de energia da edificação se dá através de energia solar e energia eólica. A coleta de água é integrada num sistema de irrigação que ajuda a consolidar a vegetação necessária para complementar o esfriamento térmico.

fonte: concurso de projetos