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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Telhado Verde, e ai?


Vou dar uma parada com a Luminotécnica e hoje irei falar a respeito de Telhados Verdes. Em meio a uma aula essa semana os aluno apresentaram algumas propostas tirando partido dos telhados verdes. Muitas pessoas pensam que os greenroofs são as mil maravilhas, mas, na hora da especificação deve-se balancear muito bem o real uso dos telhados verdes, principalmente no quesito MANUTENÇÃO. 
Estava dando uma pesquisada e realmente os materiais nacionais quase todos falam apenas dos benefícios a respeito desse tipo de cobertura, então foi atrás de material internacional. Irei postar agora um pouco dos dois lados da moeda:


Integridade impermeabilização
Vazamento de água a partir  dos sistemas de drenagem ou danos provocados pelas raízes  podem levar a danos interior se o sistema de membrana de impermeabilização, barreira para as raízes e a camada de drenagem não forem devidamente selecionadas.
Existem áreas mais vulneráveis que outras, como por exemplo paredes verticais, tubos de ventilação de teto, áreas de perímetro, etc. Após a instalação da membrana de impermeabilização, realizar um teste de inundação de água a fim de garantir o controle de qualidade, antes da aplicação de outras camadas.

Requisitos de irrigação
"Em um clima quente e seco (isso lembra Goiás), não é ambientalmente saudável para ter um telhado verde que se exige de irrigação para estabelecer ou manter como um telhado verde?"

Primeiro de tudo, um clima quente e seco é possível listar as plantas que são extremamente seca e tolerantes ao calor. Muitas espécies que crescem em pleno sol têm desenvolvido mecanismos para reduzir a evaporação da folha, por exemplo, cera de folhas revestidos e espinhos.
É claro que qualquer paisagem exigindo uma irrigação regular seria uma manutenção de custo elevado e dispendioso em termos de consumo de água e de custo suplementar. Se você criar um campo de golfe em um telhado verde, então não seria muito ambientalmente saudável devido a esses fatores, além dos aspectos negativos da monocultura do gramado.

Se for comparado todos os processos naturais que são imitados às suas necessidades de irrigação potencial, os telhados verdes ainda seriam considerados ambientalmente saudável, embora não necessariamente auto-sustentável.



Valores Estéticos: 
A estética de telhados verdes sempre são positivos? 
Se não for planejado corretamente, uma aparência desagradável pode ser o resultado. Claro, se você está tentando recriar um ambiente projetado para atrair a vida selvagem, o resultado então não será o problema.
Além disso, a natureza das plantas precisa ser muito bem estudada na medida em que as flutuações sazonais, períodos de seca severa e calor será refletido no olhar das próprias plantas.Portanto, cores, alturas e densidades vontade mudança mais provável com as estações do ano.
O desejo de todos é que o telhado tenha nenhuma manutenção ou uma baixa manutenção, então o projeto deve especificar muito bem as plantas e a colocação dos materiais. A beleza está nos olhos de quem vê, mas certamente os muitos argumentos para os benefícios ecológicos e econômicos de greenroofs pode superar esteticamente projetos fracos. 

Outras desvantagens que eu retirei de um site da UFSC: 
Carga adicional
        A implantação de um teto jardim numa edificação acrescenta em sua carga estrutural valores que variam de acordo com o caráter - intensivo ou extensivo – da cobertura vegetal.
        O teto jardim intensivo implica numa carga adicional maior do que o teto extensivo. Isso acontece devido a fatores como: a possível circulação e permanência de pessoas; a utilização de espécies vegetais de maior porte, o que implica num aumento da espessura da camada de substratos, que, por sua vez, faz com que haja necessidade de uma maior capacidade retentora de água nessa cobertura.
    Exposição à ação de raízes
        A camada impermeabilizante pode sofrer danos causados pelo crescimento das raízes das plantas usadas na cobertura. Porém, esse risco de danificação pode ser evitado com a utilização de camadas impermeabilizantes anti-raízes, desenvolvidas para que estas não sirvam de fonte de nutrientes para as raízes.
    Manutenção
       As coberturas ecológicas precisam de manutenção periódica, cuja freqüência é maior para a cobertura intensiva, podendo ser mensal, e menor para o teto jardim extensivo, que pode ser tratado uma vez por ano. Contudo, devem ser analisadas as particularidades de cada cobertura verde para que se definam forma e periodicidade ideais de manutenção.
    Investimento inicial
        Para a instalação eficiente de um teto jardim é necessário um investimento inicial considerável. No entanto, esse tipo de cobertura é mais rentável a longo prazo, já que propicia uma economia de energia e expectativa de vida mais longa da própria cobertura e da estrutura da edificação.
    Construção
        As coberturas ajardinadas precisam de cuidado especial ao serem construídas, pois caso sejam mal executadas, podem provocar vários problemas na edificação. A colocação das camadas que integram o teto jardim e o tratamento dos pontos singulares devem ser realizados com as devidas precauções para evitar danos mecânicos. Por isso, a implantação de coberturas ecológicas exige uma mão-de-obra qualificada.

No próximo post irei falar das vantagens.

Fontes
http://www.cbc.ca/news/background/environment/
http://www.greenroofs.com/
http://www.arq.ufsc.br/arq5661/trabalhos_2006-1/teto_jardim/vantagens_e_desvantagens.htm

terça-feira, 13 de março de 2012

Construção Sustentável Parte II

Para que haja uma construção sustentável deve ser tomar algumas medidas como uma integração entre os projetos, conforto ambiental, iluminação, um canteiro de obra consciente entre outros processos, e, que haja um ciclo de reavaliação da construção para que essa construção ao longo do tempo pague seus danos e seus consumos. 


Esse tipo de construção gera menos impactos pois abrangem em muitas medidas para mitigar seus danos ao meio ambiente ao longo do seu ciclo de vida, desde a concepção do produto e/o projeto indo até as demais etapas como, demolição, execução e pós ocupação, então deve-se entender todos os ciclos para trazer respostas positivas para suas atividades.


Abaixo segue duas tabelas a primeira demonstrando os ciclo da vida de um edifício e a segunda mostra algumas diretrizes para se desenvolver uma construção sustentável.

Quadro 2

sexta-feira, 9 de março de 2012

RECOMENDAÇÕES BÁSICAS PARA PROJETOS DE ARQUITETURA





Antes de tudo, é necessário que se conheça alguns conceitos básicos que devem nortear a elaboração de um projeto de arquitetura na busca de melhores condições de sustentabilidade. São eles:
  1. A sustentabilidade não é um objetivo a ser alcançado, não é uma situação estanque, mas sim um processo, um caminho a ser seguido. Advém daí que a expressão mais correta a ser utilizada é um projeto “mais” sustentável. Todo o trabalho nesta área é feito a partir de intenções que são renovadas continua e progressivamente. Intenções estas genuínas, que devem estar verdadeiramente compromissadas com os valores do Cliente, a saber, o contratante, o usuário e a comunidade onde a obra esta inserida. Conhecer os valores do Cliente, e entender que projeto é o exercício de intenções e decisões , resulta em uma obra mais sustentável. É esta a demanda da sociedade atual.
  1. A sustentabilidade é baseada em três aspectos: o ambiental, o econômico e o social, que devem coexistir em equilíbrio. Como estes aspectos representam variáveis independentes, as escolhas resultantes serão diferentes em cada situação apresentada. Portanto, não existe receita nem cálculo absoluto que determine o que deve ser feito ou não, para que um projeto caminhe na direção de uma maior sustentabilidade, sendo a proposta de cada projeto fruto de escolhas específicas, únicas e originais.
  1. A busca pelo caminho da maior sustentabilidade cabe a todos os envolvidos no projeto e execução do ambiente edificado. É um trabalho coletivo (em rede) onde todos devem fazer sua parte, e ao mesmo tempo incentivar os demais a fazê-lo. As decisões devem ser resultado de uma ação orquestrada com os demais projetistas, gerenciadores, consultores, fornecedores, executores e usuários, na medida em que esta escolha pode condicionar ações a serem efetivadas pelos demais.
  1. A certificação entra neste processo como um reconhecimento de um trabalho desenvolvido, sem, no entanto, ser sua representação fiel. Um motivo para esta dicotomia é a não existência de processo adequado às condições regionais culturais, econômicas e físicas que permitam uma real avaliação do resultado obtido pelo esforço de tornar uma edificação mais sustentável. Os critérios de certificação, portanto, devem ser utilizados como referências auxiliares, mas não determinantes na escolha de materiais e sistemas construtivos.
  1. Os princípios básicos de uma construção sustentável estão ligados às questões de:
· Qualidade ambiental interna e externa
· Redução do consumo energético
· Redução dos resíduos
· Redução do consumo de água
· Aproveitamento de condições naturais locais
· Implantação e Análise do Entorno
· Reciclar,reutilizar e reduzir os resíduos sólidos
· Inovação
A relação de procedimentos aqui apresentada pretende ser uma orientação para os escritórios de arquitetura que tenham intenção de adotar a sustentabilidade como um critério de projeto, e visa demonstrar quais ações básicas podem ser importantes na busca de um resultado mais sustentável, sem onerarem significativamente o custo da obra. Elaborar um projeto de arquitetura com melhor desempenho ambiental é projetar levando-se em conta o uso eficiente da energia, da água, de materiais certificados e renováveis, o aproveitamento de condições naturais locais, a qualidade ambiental interna e externa dos edifícios, e a utilização consciente dos equipamentos e do edifício pelo usuário.


fonte: Asbea