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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

A importância da Acessibilidade


A toda pessoa é garantido o direito universal de ir e vir, estabelecido na Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU e incorporado à Constituição brasileira. No entanto, nem sempre todos os cidadãos podem exercer este direito. Barreiras ambientais, físicas, econômicas, sociais e pessoais os impedem. Tais restrições atingem de forma bastante contundente as pessoas com restrição de mobilidade, que sofrem ainda com um outro tipo de barreira atitudinal: o preconceito.

Acessibilidade significa não apenas permitir que pessoas com deficiências ou mobilidade reduzida participem de atividades que incluem o uso de produtos, serviços e informação, mas a inclusão e extensão do uso destes por todas as parcelas presentes em uma determinada população.

Durante as aulas de projeto vejo muitos alunos reclamando das dificuldades de se desenvolver um projeto dentro das normas de acessibilidade (NBR 9050), isso nada mais é o estudante aprendendo a projetar dentro da legislação brasileira ( A Lei de Acessibilidade — Decreto Federal 5.296 de 2004); que em grande parte das vezes não é praticada e muito menos fiscalizada pelos setores responsáveis. Tal cenário vergonhoso no Brasil não da a justificativa da omissão da prática dentro do meio acadêmico (pelo menos!). Não irei discorrer muito sobre o assunto, acho que imagens são mais fortes que palavras... na verdade a vivência é a melhor maneira de aprendizado. Separei alguns vídeos e imagens sobre o tema... até +. 











segunda-feira, 12 de março de 2012

Pedalada Pelada!


A Pedalada Pelada é uma manifestação globapor um trânsito mais humano e mais democrático em relação aos diferentes meios de locomoção. Os ciclistas tiram a roupa  como forma de se tornarem visíveis e fazem protesto contra as condições inseguras que enfrentam em relação e com a falta de ciclovias e o desrespeitos dos automóveis com os ciclistas.

No dia 10 deste més ouve uma pedalada em São Paulo. Coloquei algumas fotos retiradas da internet, mas quem procurar sobre o tema vai encontrar muito material sobre as manifestações no Brasil e pelo mundo. 

Ciclistas nus tomaram as ruas de Lima. (Foto: Karel Navarro/AP)
Em Santiago, no Chile. (Foto: Martin Bernetti/AFP)





Vídeo da manifestação do ano de 2011



quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Um pouco sobre projetos acessíveis!


Estava hoje na rua e vi um cadeirante sendo ajudado por uma pessoa a subir em uma calçada e até com ajuda ele tinha dificuldade, já li algumas pesquisas onde essas pessoas são tidas como "pessoas invisíveis". A sociedade só enxerga os problemas que elas querem ver, ou seja, os próprios problemas e esquecem que todas as ações possuem impacto de alguma forma no entorno do ambiente que ela pertence. Voltando aos cadeirantes, ou melhor, pessoas com dificuldade de locomoção no cenário da construção civil, elas são "esquecidas" quando se reforma/constrói um ambiente público,semi-público e privado. Penso que existe algumas razões e uma das principais é a perca de espaço para se adaptar uma ambiente para alguém que tenha dificuldade de locomoção já que o mercado imobiliário é o "rei" da construção e ele dita as regras falando que o preço do m² é algo muito caro. Vou postar um pouco da norma 9050, que ainda bem foi criada e agora está sendo obrigada no novos projetos. Ela dá diretrizes a serem seguidas  para proporcionar conforto e segurança para a pessoa em cadeiras de rodas. Muitos dos ajustes também podem ser aplicados para tornar a casa mais acessível para idosos, bem como para quem necessita do apoio de muletas, andadores e bengalas.


Dimensões padrão da cadeira de rodas





Áreas gerais da casa
- A altura indicada para colocar objetos que permaneçam ao alcance das mãos como interruptores de luz, botões, interfones é entre 80 cm a 1,20m. 
- As tomadas podem estar instaladas entre 60 a 75 cm do chão.
- Desníveis são resolvidos com rampas.
- Atenção ao piso, de preferência não muito polido, os antiderrapantes são mais indicados. 
- Para o giro completo do cadeirante em um cômodo ou corredor o diâmetro deve ser de 1,50. Para a rotação em 180º o espaço deve ter 1,50 m de comprimento por 1,20 m de largura e para se mover a 90º o espaço livre de 1,20 X 1,20 m.

Espaço para rotação da cadeira de rodas

-Portas necessitam de vãos mínimos de 80 cm, mas o ideal é que sejam de 90 cm.
- Maçaneta tipo alavanca é a mais indicada.
- Para o alcance da maçaneta a distância entre a porta e a lateral da parede deve ser de no mínimo 60 cm.
- É indicado que os móveis tenham cantos arredondados para evitar batidas.
- Observe se os tapetes não são muito elevados e se permitem o rolamento da cadeira.
Banheiro
- Ao menos na área de banho é essencial que o piso seja antiderrapante para evitar escorregões.
- Na área de banho, a posição indicada das barras para transferências é de 76 cm em relação ao piso. Elas devem ter 80 cm de comprimento.
- Manter um banquinho no banheiro ajuda na hora de ensaboar-se. Se preferir fixá-lo à parede, o ideal é que esteja à altura de 46 cm.
- A porta do box, como todas as outras da casa deve ter no mínimo 80 cm de largura para a passagem.

- Uma pia suspensa favorece o encaixe da cadeira sob ela. O ideal é que esteja a uma altura de 80 cm do piso. Com altura livre abaixo dela de 70 cm. 
Espelhos fixados com a inclinação de 10 graus para a frente fazem com que a pessoa, mesmo sentada, se enxergue por inteiro.
- O adaptador para o sanitário tem altura de 9 cm. Se for construir, consulte a possibilidade de em vez de usar um adaptador, construir um desnível em que o vaso seja instalado mais alto.
-  É necessária a reserva de uma área de transferência, lateral ou frontal ao vaso com 80 cm de largura por 1,10 m de comprimento.
-  Barras para apoio e transferência devem ser instaladas em uma lateral e atrás do vaso. Nos casos em que só há espaço para a transferência frontal, as barras devem estar em ambos os lados.
-  O tamanho ideal para banheiros sem chuveiro é de 1,50 X 1,70 m.
Cozinha
-  O alcance máximo padrão para quem está sentado é de 1,35 m. É importante observar esta altura para instalação de armários. E ter o cuidado de as maçanetas estarem na parte de baixo das portas. 
-  A pia deve ser instalada em uma altura entre 0,80 a 1,20 do chão, com espaço para encaixar a cadeira embaixo.
- A altura da mesa entre 75 e 90 cm do chão.
Quarto
-  A altura ideal para cama é a mesma da cadeira de rodas.
-  As fechaduras das janelas devem obedecer à altura máxima de alcance que é de 1,35 m. É importante que tenham o parapeito mais abaixo.
-  O espaço para encaixe da cadeira em escrivaninhas é entre 95 cm e 1,15 m (o mesmo do comprimento da cadeira).

Dimensões para alcance manual


 



Fonte: Hagah -  ABNT NBR 9050 - Norma Brasileira de Acessibilidade a Edificações, Mobilário, Espaços e Equipamentos Urbanos.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Parkour na cadeira de rodas

Nova modalidade de Parkour exclusiva para cidades com mobilidade urbana ruim. Cadeirantes mostram a dificuldade de um dia a dia dentro dos centros urbanos que contam com uma acessibilidade precária no nosso amado Brasil.





terça-feira, 22 de novembro de 2011

Casa modelo - Reatech

Segue abaixo um post muito interessante que li sobre um relato de um cadeirante a respeito de uma casa modelo para quem dificuldade de locomoção.

A reatech é a referência em tecnologia de reabilitação, como o nome diz, e a partir de hoje publicarei minhas impressões da feira. Em continuidade ao post anterior, a casa modelo de acessibilidade faz o que promete, mas todo cadeirante sabe as necessidades de espaço em casa. Os principais pontos de estrangulamento são entradas, largura das portas e banheiro. Na imagem acima a entrada principal, com nossa tão querida rampa e ainda relevo tátil para cegos. A porta de entrada, assim como todas as internas, devem ter 90 centímetros de largura. E deve haver um espaço razoável para fazer as 'curvas' para cada cômodo.
O banheiro, com as barras necessárias para as transferências. O mais importante é a porta de entrada, não vi até hoje um apartamento com um banheiro que dê para entrar uma cadeira de rodas. Muitas vezes nem é possível adaptar, alargar a porta, pois há uma viga, armário ou bancada de pia no caminho. A solução é a cadeira de banho, mais estreita, porém geralmente não dá pra tocar sozinho.
O layout (em bom portugês, leiáuti) da casa, bem ampla, com três quartos, cozinha, sala e banheiro. A parte mais importante, ao meu ver, é o hall central, onde está o desenho de um cadeirante. Ali é possível girar em todas as direções para entrar nos cômodos. É o mais difícil de encontrar quando é necessário alugar uma casa ou apartamento.
A casa é muito bem montada, segue os padrões corretos, mas convenhamos que foge um pouco da realidade da grande maioria de nós. Poucos tem condição para adaptar ou construir uma residência nos moldes ideais, na maioria das vezes vamos mesmo é alugar um local mais adequado ou adaptar a residência que dispomos, própria ou alugada.
Considerando esta limitação, o que realmente chamou minha atenção foram os gráficos de medidas, mostrando as necessidades mínimas de espaço em uma casa para a locomoção de cadeira de rodas. O gráfico acima é do hall central, entre os cômodos.
Acima, as medidas necessárias para os comandos elétricos.
Finalmente, o grau de visão (pontilhado externo) e alcance (pontilhado interno) de quem está em uma cadeira de rodas.
De posse destas medidas, o cadeirante não precisa nem se deslocar muito ao buscar um apartamento ou casa para alugar, basta pedir a alguém que leve uma fita métrica aos locais de interesse para realizar as medições necessárias e procurar saber sobre a possibilidade de adaptação, pois grande parte dos proprietários de imóveis não deixa mexer nos mesmos. A solução, algumas vezes, é negociar sobre a adaptação, e depois de acertado o contrato, realizar as mudanças, sabendo que quando for devolver o imóvel elas devem ser desfeitas. Foi assim que consegui alugar o apartamento onde moro, minha namorada saiu com uma fita métrica na bolsa, fechamos o que mais se adequava e alteramos somente a porta do banheiro.
fonte: Blog do Cadeirante

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Acessibilidade e mobilidade urbana

Hoje vi uma cena intrigante e revoltante, eu estava na fila do banco no lado externo quando este carro vermelho (foto) parou na vaga exclusiva para cadeirantes. Ele percebeu que parou em um local impróprio e resolveu "estacionar" no local correto. Deu ré, manobrou e parou na local pintado como na foto deixando livre a vaga do cadeirante... Ai me pergunto, qual o grau de divulgação que o governo faz ou instrução que o Detran ensina nas aulas de condução onde que uma pessoa como essa não sabe que a área sinalizada de amarelo é a área de manobra do cadeirante?? Isso nem foi falta de respeito, foi falta de conhecimento... Do que adiantou deixar a vaga livre se o cadeirante não vai conseguir sair do carro? 

De acordo com a norma NBR9050

6.12.1 Sinalização e tipos de vagas
As vagas para estacionamento de veículos que conduzam ou sejam conduzidos por pessoas com deficiência devem:

a) ter sinalização horizontal conforme figura 108;
b) contar com um espaço adicional de circulação com no mínimo 1,20 m de largura, quando afastada da faixa de travessia de pedestres. Esse espaço pode ser compartilhado por duas vagas, no caso de estacionamento paralelo, ou perpendicular ao meio fio, não sendo recomendável o compartilhamento em estacionamentos oblíquos;
c) ter sinalização vertical para vagas em via pública, conforme figura 109, e para vagas fora da via pública;
d) quando afastadas da faixa de travessia de pedestres, conter espaço adicional para circulação de cadeirade rodas e estar associadas à rampa de acesso à calçada;
e) estar vinculadas a rota acessível que as interligue aos pólos de atração;
f) estar localizadas de forma a evitar a circulação entre veículos.


No momento que assistia a cena eu lembrei desse filme que assisti durante minha faculdade... ele representa muito bem a falta de noção das pessoas em relação ao respeito.