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sábado, 11 de fevereiro de 2012

Painéis fotovoltaicos em formato de Spray??


Painéis solares espaçosos e desajeitados são coisa do passado! Prédios inteiros, coberturas e até mesmo janelas podem receber um spray revolucionário de tinta de nanopartículas que canaliza energia solar em um meio de transmissão discreto e relativamente barato!
sprayEmbora soe estranho, essa tecnologia é de fato mais barata que a utilizada atualmente para captação de energia solar (os tradicionais painéis). “O sol é uma fonte praticamente inesgotável de energia, mas as atuais tecnologias de captação ainda tem um custo proibitivo, não podendo competir com combustíveis fósseis”, diz o engenheiro químico Brian Korgel, da Universidade do Texas em Austin, cuja equipe está desenvolvendo as células solares baseadas em spray.
spray2
Enquanto os painéis atuais são construídos à base de silício, a proposta baseia-se em selenieto de cobre, índio e gálio (CuInGaSe), nanopartículas (nanocristais) que resultam em uma superfície de absorção de energia solar 10.000 vezes mais fina que um fio de cabelo (!), de acordo com o Laboratório Nacional de Energia Renovável dos EUA. O spray pode, portanto, dar a qualquer superfície a capacidade de absorver energia solar.
Embora ainda em fase de testes com protótipos, a pesquisa já foi publicada no prestigiado Journal of the American Chemical Society, e é subsidiada pelaNational Science Foundation, pela Welch Foundation e pelo Laboratório de Pesquisas da Força Aérea dos EUA. Há a expectativa de chegar-se a um produto final para o mercado em cerca de 5 anos.
fontes: inhabitat e livescience

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

7 Tendencias no setor de energia, construção e tecnologia

Ecotelhados

Eles absorvem água da chuva, agem como isolantes térmicos, reduzem o consumo de energia e, de quebra, embelezam a cidade. Cada vez mais, os ecotelhados ou telhados verdes ganham adeptos pelo mundo. Mas, longe do que se imagina, eles não são frutos dos tempos atuais. O mais antigo e, talvez, famoso exemplo de cobertura ecológica são os Jardins Suspensos da Babilônia.

Agora, diante das preocupações ambientais, eles ganharam força. Hoje em dia, muitos telhados verdes são instalados para atender à legislações locais relacionadas ao gerenciamento de águas pluviais, devido à impermeabilização dos solos urbanos. Países como Alemanha e Suíça já exigem que parte dos edifícios novos tenham coberturas vegetais. Nos Estados Unidos, a prática de jardinagem dá vez ao cultivo agrícola no topo dos prédios. De Manhattan ao Brooklyn, as hortas verticais se multiplicam, produzindo vegetais, frutas e hortaliças.

A vez dos containers

A ideia de transformar um container em um espaço habitável não é nova, mas ganhou visibilidade após o terremoto, seguido de tsunami, que abalou o Japão em março de 2011. Com um país em destroço, os containers adaptados serviram como moradia temporária para milhares de desabrigados.

Atualmente, eles caíram nas graças dos arquitetos e viraram moda no mundo da construção sustentável, servindo como casas de características inovadoras e até mesmo como espaços comerciais.

Ecotáxis

Os táxis desempenham um papel fundamental no transporte público das cidades. Mas como qualquer veículo comum, movido a combustível fóssil, contribui para a poluição do ar e para emissão de gases de efeito estufa. Cientes desse efeito negativo, um número cada vez maior de cidades tem incluído as frotas de táxis em programas de combate ao aquecimento global.

Para melhorar a qualidade de vida e reduzir emissões, São Francisco, na Califórnia lançou em 2007 um programa de incentivo para que as companhias de táxis adquirissem carros com tecnologia limpa. Atualmente, 78% da frota da cidade (de 1,5 mil carros) é composta por táxis híbridos ou movidos a células combustíveis a gás natural comprimido (GNC). Entusiasta desta tendência, Londres, que já usa veículos elétricos em táxis comuns, já começou a substituir toda a frota de seus icônicos Black cabs por modelos iguais por fora, mas movidos a células de combustível a hidrogênio.

Computação em nuvem

Tendência na área de tecnologia da informação, o cloud computing tem se revelado não só como opção econômica e segura para armazenar informações e cortar gastos operacionais, mas como uma aliada no processo de redução das emissões de carbono. Um estudo do CDP (Carbon Disclosure Project), principal plataforma de reporte de emissões adotada há mais de dez anos pelas maiores companhias do mundo, mostra que uma empresa que aposta na virtualização de servidores pode reduzir seu consumo de energia e ainda diminuir as emissões de carbono pela metade.

Algumas gigantes do setor, como Google e Facebook, já utilizam o serviço. Até 2020, grandes companhias britânicas que utilizam a computação em nuvem poderão economizar 1,2 bilhões de libras (3,3 bilhões de reais) em energia e evitar a emissão anual de 9,2 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera, o equivalente a retirar das ruas 4 milhões de carros de passeio.

Car sharing


Os serviços de aluguel de carros por períodos determinados prometem aquecer o mercado de transporte verde. Em grandes centros urbanos, esse tipo de programa vem sendo considerado um aliado para redução dos níveis de poluição.

Claro que não são todos que oferecem carros elétricos, mas alguns importantes, como o Autolib, em Paris, e o City Car Share, em São Francisco, nos EUA, usam apenas modelos ecológicos. Com isso, quem nunca dirigiu um elétrico mas simpatiza com a proposta pode alugar os veículos e se divertir, e mesmo aqueles mais céticos em relação à tecnologia podem experimentar e, quem sabe, acabar gostando.

Iluminação a LED

Apesar de não ser novidade no mercado, a iluminação a LED vem ganhando atenção à medida que aumentam as preocupações com a economia de energia. Recentemente, ela pode ser encontrada nos mais variados equipamentos, de celulares à aparelhos de tv.

Estima-se que a iluminação a LED represente cerca de 15% do mercado atualmente. Um estudo feito pela companhia inglesa de eletricidade Energy Saving Trust (EST) prevê que essa tecnologia domine o mercado até 2015. As vantagens são inúmeras. Na iluminação pública, o gasto com energia pode cair pela metade e em áreas residenciais e comerciais, a economia pode chegar a 90%.

Smart grid

Na transição para uma economia mais limpa e verde, as redes inteligentes de energia estão entre os setores que mais chamam a atenção de investidores. Em quatro anos os investimentos em smart grid somaram 161 bilhões de dólares. Ao contrário da medição manual de energia atualmente realizada pelas empresas do setor, o sistema inteligente evita erros de medição e permite detectar mais rapidamente eventuais pontos de interrupção no fornecimento de energia.

Com o monitoramento em tempo real, as operadoras de energia podem responder mais rápido a um problema na transmissão de energia, por exemplo. Outro benefício é o controle de fraudes e redução no custo de manutenção da rede. No Brasil, Aparecida do Norte será a primeira cidade do estado de São Paulo a receber um projeto piloto de smart grid.

fonte: Revista Exame

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Estádio Nacional do Peru

Cinimod Estúdio entregou um inovador sistema de controle interativo de iluminação para o Estádio Nacional do Peru, em Lima. Batendo no humor coletivo da multidão, a iluminação é usada para estabelecer uma conexão visual entre os fãs, a sua paixão, e do jogo. Cinimod Estúdio criou uma tecnologia de ponta, um sistema de análise de humor para controlar a iluminação da  fachada do estádio.


Usando uma combinação de tecnologias inovadoras e layouts de iluminação, a fachada do estádio foi infundida com uma mistura de luzes que permitem a fachada atuar como um "espelho" do humor da multidão. O estádio é capaz de comunicar com o fluxo e refluxo de excitação e decepção para a cidade, tornando-se assim um espetáculo assistido por si só. A rede de medidores do som foi implantado ao longo da linha do telhado do estádio para criar um mapa dinâmico de níveis de ruído da multidão. Estes dados foram então processados ​​por hardware Cinimod localizado na sala de comunicações principal do estádio. O software Cinimod foi desenvolvido especificamente para o projeto, processando ​​os dados de nível de som em tempo real, realizando uma série de comparativos cálculos matemáticos e análise de auto- calibrar algoritmos. A saída do software é um "estado de humor" que resume o espírito coletivo da multidão. Os padrões de iluminação foram cuidadosamente projetados para fielmente retratam o humor. Os padrões variam em cor, velocidade, brilho e escala -, por vezes, a fachada pode ser vista brilhando de alegria e celebração, outras vezes, recua para um estado subjugado e decepcionado. Nessas variações o humor da multidão é claramente refletida e visualizada na cidade.





 



A iluminação do estádio foi o resultado do trabalho em equipe, desde a concepção e produção de escritórios em toda a América do Sul, Europa e Ásia. 
Conceito e design de iluminação: Claudia Paz, CAM (Conceito) Dominic Harris & Nick Cheung de CINIMOD STUDIO (Sistema de Controle de Interactive) David Castañeda, Traxon (Design Development) Luke Hall (Stage Lighting) Programadores: Andrea Cuius, CINIMOD STUDIO Christian Brink, E: CUE Rafael Baggioni, Traxon Cesar Castro, ARQUILEDS Empresas: CAM (Design de iluminação e instalação) ARQUILEDS (Distribuidor e Gerenciamento de Projetos) CINIMOD STUDIO (Sistema de Controle de Interactive) Traxon (Jogos) E: CUE (Software Lighting)

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A arquitetura de Ryumei Fujiki



O projeto é como uma caverna. A ideia foi esvaziar o volume dentro de um recipiente, a fim de construir um espaço amorfo como uma caverna. A "Topografia Artificial" é feito de apenas material plástico. Cerca de 1000 folhas de material plástico macio, de 10 mm de espessura foram cortadas em forma de linha de contorno, e foram laminados como um estrato. Isto não é apenas uma obra de arte, mas também um grande móveis. Ttodas as porções são macias como um sofá, e quem entrar neste espaço pode relaxar por encontrar o local adequado para a forma de seu próprio corpo.

Projeto: 
Ryumei Fujiki
Localização: cidade de Kobe, no Japão
Cliente: Kobe Comitê Bienal
Design equipe: Fujiki Studio, KOU:: ARC, Kensuke Kawamura, Yoshiki Tachi, Shun Simoya, Kohaku Furihata, Yuki Sakurada, Toshihiko Hatori, Yoshito Fukaya, Yuji Uemura, Yuki Ishigami
Colaboradores: Yukiko Sato (DCP)
Material: placa de resina de poliolefina de disparo
Data de Conclusão: 29 set 2011




Como a arquitetura orientada a Natureza
A arquiteta Ryumei é apaixonada pela natureza, especialmente o sistema da natureza e é onde ela se baseia na hora da concepção de seus projetos de arquitetura, tais como "Solar", "Air", "Water", "Ground", "Crystal", "Biológica", "Flower" e "Aurora".
E, portanto, este "Topografia Artificial" é o recente projeto da arquitetura orientada a Natureza como "Ground" categoria.







terça-feira, 22 de novembro de 2011

Casa modelo - Reatech

Segue abaixo um post muito interessante que li sobre um relato de um cadeirante a respeito de uma casa modelo para quem dificuldade de locomoção.

A reatech é a referência em tecnologia de reabilitação, como o nome diz, e a partir de hoje publicarei minhas impressões da feira. Em continuidade ao post anterior, a casa modelo de acessibilidade faz o que promete, mas todo cadeirante sabe as necessidades de espaço em casa. Os principais pontos de estrangulamento são entradas, largura das portas e banheiro. Na imagem acima a entrada principal, com nossa tão querida rampa e ainda relevo tátil para cegos. A porta de entrada, assim como todas as internas, devem ter 90 centímetros de largura. E deve haver um espaço razoável para fazer as 'curvas' para cada cômodo.
O banheiro, com as barras necessárias para as transferências. O mais importante é a porta de entrada, não vi até hoje um apartamento com um banheiro que dê para entrar uma cadeira de rodas. Muitas vezes nem é possível adaptar, alargar a porta, pois há uma viga, armário ou bancada de pia no caminho. A solução é a cadeira de banho, mais estreita, porém geralmente não dá pra tocar sozinho.
O layout (em bom portugês, leiáuti) da casa, bem ampla, com três quartos, cozinha, sala e banheiro. A parte mais importante, ao meu ver, é o hall central, onde está o desenho de um cadeirante. Ali é possível girar em todas as direções para entrar nos cômodos. É o mais difícil de encontrar quando é necessário alugar uma casa ou apartamento.
A casa é muito bem montada, segue os padrões corretos, mas convenhamos que foge um pouco da realidade da grande maioria de nós. Poucos tem condição para adaptar ou construir uma residência nos moldes ideais, na maioria das vezes vamos mesmo é alugar um local mais adequado ou adaptar a residência que dispomos, própria ou alugada.
Considerando esta limitação, o que realmente chamou minha atenção foram os gráficos de medidas, mostrando as necessidades mínimas de espaço em uma casa para a locomoção de cadeira de rodas. O gráfico acima é do hall central, entre os cômodos.
Acima, as medidas necessárias para os comandos elétricos.
Finalmente, o grau de visão (pontilhado externo) e alcance (pontilhado interno) de quem está em uma cadeira de rodas.
De posse destas medidas, o cadeirante não precisa nem se deslocar muito ao buscar um apartamento ou casa para alugar, basta pedir a alguém que leve uma fita métrica aos locais de interesse para realizar as medições necessárias e procurar saber sobre a possibilidade de adaptação, pois grande parte dos proprietários de imóveis não deixa mexer nos mesmos. A solução, algumas vezes, é negociar sobre a adaptação, e depois de acertado o contrato, realizar as mudanças, sabendo que quando for devolver o imóvel elas devem ser desfeitas. Foi assim que consegui alugar o apartamento onde moro, minha namorada saiu com uma fita métrica na bolsa, fechamos o que mais se adequava e alteramos somente a porta do banheiro.
fonte: Blog do Cadeirante

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A Arquitetura de Luzes


Interface

VLEDs (ou Light Emiting Diodes, diodos de emissão de luz), os mesmos usados nos LED Throwies, estão sendo aplicados em escala urbana, em quarteirões, pontes e fachadas, no interior e exterior de centros esportivos, shopping centers, chafarizes e em diferentes prédios no mundo todo. LEDs também são usados como gigantes displays de vídeo, e como sensores de toque.
 
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Os LEDs têm as seguintes vantagens: são capazes de emitir cores sem o uso de filtros, a luz pode ser focal sem o uso de acessórios, são resistentes ao choque e `a vibração, são mais duradouros, emitem menos calor, não queimam de repente, e estão se tornando mais econômicos que uma lâmpada comum. A indústria da arquitetura com LEDs está crescendo e criando mais opções para arquitetos e designers. O uso pode ser apenas funcional, funcional e bonito, ou passar uma mensagem; exibir forma e movimento.

No shopping Fremont Street Experience em Las Vegas, um longo teto de LEDs ocupa mais de 5 quarteirões e forma atualmente o maior display de LEDs do mundo. Veja nas imagens abaixo:

 
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No Columbus Circle, em Nova York, LEDs são usados no encontro entre arte e arquitetura, no prédio do Time Warner Center. Diariamente, de 16hs `as 23hs, o display alterna padrões de cores, imagens lentas como folhas ou flocos de neve caindo. Visto da perspectiva da 8a Avenida, o painel noturno parece estar flutuando no ar.

Interface

As Crown Fountains no Millennium Park de Chicago converte sinais de video (ao vivo ou gravado) e os projeta num enorme painel de LEDs. Os LEDs são controlados individualmente e mudam de cor gradativamente, projetam fotografias dos rostos de residentes de Chicago e cenas de natureza em movimento. Veja nas imagens abaixo:

 
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A instalação permanente dos United Visual Artists usa um design de LEDs curvo, na parede da boate Kabaret's Prophecy no Soho, em Londres. A parede é a principal fonte de luz do salão, e avança de uma mudança lenta de cores para a performance de um VJ, toda noite, sincronizando as luzes com a música da boate. Veja nas imagens abaixo:

 
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A tecnologia em torno dos LEDs está acessível e em desenvolvimento, para uso comercial ou artístico. O uso de LEDs em grande escala está reinventando a paisagem urbana e arquitetônica das cidades.
fonte: Interface

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Tijolos e Meio Ambiente


Ao pesquisar na internet um assunto visando resolver a questão de um cliente me deparei com um assunto que achei muito interessante: Tijolos ecoeficientes. O que mais me impressionou é que são diversas possibilidades de se fazer tijolos que sejam sustentáveis.
O tijolo é matéria-prima básica da construção civil, independente da classe social, tipo de construção ou mesmo local, pois ele está presente na maioria das edificações. Mas para que possa ser fabricado o tijolo convencional (alvenaria) ele precisa ser cozido em fornos nas olarias e dessa forma é necessário queimar muita lenha. A titulo de exemplificação, para cada milheiro de tijolos, são necessárias aproximadamente cinco a dez árvores, que, alem de poluir a atmosfera e aumentar os desmatamentos, os tijolos convencionais agravam o efeito estufa.
O tijolo ecológico é diferente do tijolo convencional porque não precisa ser cozido em fornos, eliminando assim a utilização de lenha e a derrubada de dez árvores para a fabricação de mil tijolos. Sem lenha também não há fumaça e, por conseqüência, não há emissão de gases de efeito estufa. Além disso, sua composição é formada por terra, água e cimento.Segundo estudos realizados em todo o Brasil, o sistema construtivo dos Tijolos Ecológicos traz para a obra, de 20 até 40% de economia com relação ao sistema construtivo convencional. Um dos motivos é que não há desperdício, como neste último. “Hoje em uma obra convencional cerca de 1/3 do material vai para o lixo”.

Para que possamos tentar mostrar as vantagens desse tijolo, segue uma pequena listinha:

1. Diminui o tempo de construção em 30% com relação a alvenaria convencional, devido aos encaixes que favorecem o alinhamento e prumo da parede;
2. Estrutura - As colunas são embutidas em seus furos, distribuindo melhor a carga de peso sobre as paredes, o que cria uma estrutura muito mais segura;
3. Redução de uso de madeiras nas caixarias dos pilares e vigas em quase zero;
4. Economia de 70% do concreto e argamassa de assentamento; 
5. Economia de 50% de ferro;
6. Os Tijolos Ecológicos são curados com água e sombra, diferente dos tijolos convencionais que dependem da queima de milhares de lenhas queimando em fornos e contribuindo demasiadamente com o aquecimento global e com desmatamentos;
7. Durabilidade maior do que o tijolo comum, pois chega a ser até 6 x mais resistente;
8. Alivia o peso sobre a fundação evitando gastos desnecessários com estacas mais profundas e sapatas maiores;
9. Fácil 
acabamento. Se preferir não precisa rebocar e pintar, economizando mais ainda. Os Tijolos Ecológicos já possuem um lindo acabamento, semelhante aos tijolos aparentes, necessitando o uso de apenas um impermeabilizante a base de silicone ou acrílico, e rejunte flexível (varias cores da vedacit e votaran);
10. 
Revestimento é simples usando-se direto sobre tijolo apenas uma fina camada (5mm) de reboco, textura, gesso ou graffiato;
11. O assentamento dos azulejos é direto sobre os tijolos;
12. Obra mais limpa e sem entulhos;
13. Acústica Como o tijolo ecológico possui dois furos, as paredes formam um isolamento acústico, diminuindo os ruídos provocados na rua para o interior da casa;
14. Isolamento Térmico (calor) – O furo dos tijolos, são importantes pois formam câmaras térmicas evitando com isso que o calor que esta do lado de fora penetre no interior da residência. Com isso a temperatura interna é inferior a externa;
15. Isolamento Térmico (frio) – Com o Frio acontece ao contrario, pois a temperatura da casa fica mais quente do que a externa;
16. Proteção de Umidade - Esses furos também propiciam a evaporação do ar, evitando com isso, a formação de umidade nas paredes e interior da construção, que causa danos à saúde e danos materiais;
17. Instalações Hidráulicas - Toda a tubulação é embutida em seus furos dispensando a quebra de paredes, como na alvenaria convencional;
18. Instalações Elétricas - Como as instalações hidráulicas, também são embutidas nos furos, dispensando conduites e caixas de luz, podendo os interruptores e tomadas serem fixados, diretamente sobre os tijolos.

Em algumas cidades do Brasil, uma tecnologia 100% brasileira vem sendo implantada com sucesso na fabricação de tijolos que não precisam ser cozidos, são auto-encaixáveis e dispensam qualquer tipo de acabamento. É o tijolo ecológico, que aproveita como matéria-prima o solo da própria fábrica, resíduos de pedreiras e cimento. Entre outras iniciativas, o tijolo ecológico inspirou um projeto de ressocialização em uma penitenciária do Complexo de Bangu, no Rio de Janeiro, e é matéria-prima de conjuntos habitacionais que estão sendo construídos em algumas cidades de Rondônia, como Pimenta Bueno e Ministro Andreazza.

É possível também encontrar tijolos feitos de esterco e existe inclusive uma espécie de fábrica especializada nessa fabricação.
A empresa produz tijolos a partir de esterco de vacas, e segundo os proprietários, os produtos são mais resistentes, mais leves e muito menos prejudiciais à natureza.
Além de ajudar a natureza com a redução na emissão de CO2 na hora da fabricação, o tijolo de esterco evita a exploração de áreas para a retirada de argila. A matéria-prima é abundante e sua utilização é benéfica para a higiene dos locais.
Outro fato importante é o aumento de renda que esta prática pode trazer para os fazendeiros. Durante o processo de combustão é utilizado metano, ao invés de madeira.

Há ainda tijolos que tem na sua produção isopor. A iniciativa surgiu de empresário de Santa Catarina que recebeu encomenda de casa de praia com isolamento térmico. Logo após o início das obras, percebeu que seria impossível atender ao pedido sem estourar o orçamento previsto. Então, descobriu que uma cooperativa de reciclagem queria se desfazer de uma grande quantidade de isopor que atravancava seus depósitos. “Como o isopor é isolante térmico, achei que era possível acrescentar o material na composição dos tijolos para aproveitar esse efeito sem gastar muito”, diz o empresário, que aceitou a doação do isopor, fabricou os tijolos e os utilizou para construir a casa do cliente. A idéia deu tão certo que foi criada uma fábrica especializada nesse tipo de fabricação de tijolos, que são sem sombra de duvidas sustentáveis.

Alem de aproveitar resíduos de pedreiras e cimento, conforme anteriormente comentado, há a possibilidade de fabricar tijolos que utilizem 40% de sua constituição com resíduos de construção civil. Segundo um estudo de profissionais da área realizado em São Paulo (que pode ser visto nesse link:http://www.ppgec.feis.unesp.br/producao2004/Engenharia%20sustent%E1vel%20-%20Aproveitamento%20de%20res%EDduos%20de%20constru%E7%E3o%20na%20composi%E7%E3o%20de%20tijolos%20de%20solo-cimento.pdf) a qualidade e resistência são bastante similares.

Tem ate tijolo de plástico, que foi apresentado em Milão, na semana de Design: feito de plástico reciclado. Segundo a fabricante inglesa, as peças podem ser utilizadas na construção de casas e até prédios. Cada tijolo tem 33centímetros de comprimento por 25 de altura. Para montar uma casa, basta ir encaixando um no outro, tal qual no Lego, clássico brinquedo de construção.
Como são leves – cada peça pesa, no máximo, cerca de 3 quilos – e dispensam materiais como vigas de metal e cimento, os tijolos exigem menos transporte e processos industriais, o que alivia a emissão de poluentes. A fabricante garante que os tijolos oferecem isolamento térmico e acústico, e até proteção contra terremotos.

Existe ainda o tijolo feito de lodo retirado de ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) industriais. A “tecnologia” foi desenvolvida por estudantes de engenharia de Produção Civil da Uniube (Universidade de Uberaba), foi aprovada e venceu o concurso Mãos à Obra/Precon, cuja premiação foi anunciada durante o Minascon/Construir Minas 2010, principal evento da construção civil e que é uma iniciativa da Câmara da Indústria da Construção da Fiemg. A idéia surgiu quando os estudantes viram os resíduos gerados na região como uma boa opção. O que mais chamou a atenção foi o lodo dos decantadores das Estações de Tratamento de Efluentes (ETE) das indústrias, que usaram como matéria-prima na fabricação de tijolos destinados à construção de habitações de interesse social.

Fonte: Bárbara Quintão Moreno (http://www.ecomeninas.blogspot.com/)