sexta-feira, 5 de julho de 2013

INTERVENÇÕES EM CENTROS URBANOS


O centro por ser a mais clara e significante referência da história da cidade, por se figurar os monumentos, o maior acervo de patrimônios artísticos e arquitetônicos, com novos parcelamentos e zoneamentos ineficazes ou até a própria especulação imobiliária, o desrespeito, etc., o centro é o lugar mais vivo da cidade, porém o mais frágil. 

Essa fragilidade é devida ao fato de sua estrutura mais antiga não suportar as adaptações, renovações assim por se dizer. Acrescentando que tais equipamentos novos vêm substituir os antigos pelo sentido, como por exemplo, é notado o surgimento de terminais urbanos próximos a antigas estações ferroviárias, mantém-se a função do transporte, mas modifica o sentido. 

Porém dentro deste quadro de degradação acelerado do patrimônio, criaram-se respostas ao longo do tempo para tentar sanar esse problema. Mas tudo isso gerou paradigmas sobre essas respostas ou intervenções, como os modelos: - de embelezamento e saneamento, onde se buscavam o embelezamento das vias através das aberturas no tecido urbano;

- cidade modernista onde a setorização de usos e a demolição dos bens degradados  eram a cura encontradas pelos Congressos Internacionais da Arquitetura Moderna (CIAMs); 
 
- preservação histórica e conservacionismo, resposta oposta dada pelos CIAMs a fim de preservar a identidade e o regionalismo.
- e por fim surge à revitalização de áreas degradas, a fim de responder problemas urbanísticos através de ações integradas para dar vida a áreas urbanas decadentes ou subutilizada, mas distantes de métodos de renovações modernistas ou conservacionistas.
Podemos tirar de tal discussão e levar para este presente projeto na cidade de Anápolis que uma intervenção não deva se basear apenas nos monumentos, mas sim na memória coletiva, buscando maiores interessados para que haja uma colaboração de um grupo dando vida a áreas urbanas em decadência.

terça-feira, 25 de junho de 2013

TRANSPORTE COLETIVO (Mass Transport)


A moradia, local de trabalho, sítio de recreio são lugares estáticos e estáveis. A circulação é o movimento, é o que torna a cidade diferente da sua fotografia, sem o qual a cidade não vive, não trabalha, não se diverte.

Com isso o transporte coletivo exerce o papel de fixador do homem no espaço, podendo influenciar na localização das pessoas, serviços edificações, redes de infra-estrutura e atividades urbanas.

O transporte determina a localização das atividades e as condicionas tanto para um ordenamento racional quanto para o ordenamento irracional. Considerando que a produção do espaço urbano constrói uma relação dialética quanto ao transporte e localização das estruturas, é importante que haja um planejamento racional. O transporte e as pessoas, em suas dinâmicas e características, podem influenciar o local como pode estruturar o transporte.


Segundo Ferraz e Torres (2001), as linhas de ônibus são classificadas conforme o traçado, função e corredores. Conforme o traçado, as linhas de transporte público podem sem classificadas em radial, diametral, circular, inter-bairros e local.


As linhas podem se classificar em convencionais, troncais, alimentadoras, seletivas e expressas. São três as mais utilizadas na prática: radial, em grelha e com linhas-tronco alimentadoras.

E O BRT,  VLT E O METRÔ???

BRT - Bus Rapid Transit


O BRT é considerado, como uma opção de transporte para demandas que vão de 10.000 a 30.000 (para seus defensores 45.000?) pass/hora/sentido e com custo menor que as alternativas sobre trilhos.




Em cidades do Brasil já existem esse sistema de Corredor de ônibus total ou parcialmente segregado. Os ônibus podem ser compridos e com acesso em nível

- Suas estações possuem Pré-pagamento e Bilhetagem automática
- O controle central com AVL (GPS, Informações on-line, Comunicação) 
- Velocidade da frota de ônibus é média elevada e de alta freqüência 
- Este sistema necessita de condições operacionais que integrem os serviços: (local, expresso, alimentadores)
- O tempo de espera nas paradas (dwell time) é variável relevante no projeto do BRT,  porque afeta o nível de serviço. Depende da demanda , da distância entre paradas, do  tipo de bilhetagem, das dimensões do ônibus, do fluxo no veículo, das condições  climáticas, etc.

VLT - VEÍCULO LEVE SOBRE TRILHOS

O veículo leve sobre trilhos (VLT) é uma modalidade de transporte de média capacidade


É um sistema de transporte que está entre o metrô e o ônibus convencional, e, geralmente, não tem a sua faixa de tráfego exclusiva. Dependendo da tecnologia adotada. Um sistema de VLT pode garantir uma capacidade de transporte que varia entre 15 mil e 35 mil pass/h/sentido. 
É necessário verificar alguns conceitos importantes quando se fala em VLT, tais como: leveza – que propicia menor consumo energético e desgaste da via –; acessibilidade – através do piso baixo e rampa de acesso para cadeiras de rodas –; e flexibilidade – com bom desempenho operacional tanto em via exclusivas (desenvolvendo maiores velocidades), como em meio ao tráfego rodoviário urbano com cruzamentos ao nível das ruas e operação por marcha à vista.

Os VLTs existem em inúmeras cidades do mundo, principalmente na Europa, e, comprovadamente, produzem significativos benefícios, tais como ordenação do tráfego urbano, redução dos níveis de poluição, melhoria da mobilidade urbana, dentre outras. No Brasil, o primeiro sistema VLT implantado, mas que nunca chegou a funcionar, foi o de Campinas. Além de Maceió, que possui o sistema mais moderno do país, várias outras capitais já estão implantando ou estudam a viabilidade e vantagens do VLT.
METRÔ 


O metrô normalmente circula em regiões densas sobre o centro, por modo subterrâneo. Sua circulação é feita somente dentro de uma mesma cidade. As composições são formadas por 6 vagões, tendo no máximo 120 metros de extensão. O tempo de intervalo é, em média, de 90 a 130 segundos. As estações são mais próximas do que as do trem podendo atingir a velocidade de 80 km.



Lembrando ainda a existência dos Trens metropolitanos, que transportam passageiros através de diferentes cidades metropolitanas. Normalmente, circula em regiões menos povoadas; em geral seu deslocamento se dá na superfície, mas isto não é regra. Trens maiores têm em média 12 vagões, com cerca de 20 metros cada, totalizando assim 250 metros de extensão. As estações são mais distantes, o intervalo de uma composição para outra pode ser de, aproximadamente, 15 a 90 minutos, dependendo da localidade.

Fontes:

FERRAZ, A. C. P. e I. G. E. TORRES (2001) Transporte Público Urbano. Editora Rima, São Paulo.
Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) - http://www.cbtu.gov.br/
GONÇALVES, P. H. Revitalização do Centro Histórico de Anápolis. Universidade Estadual de Goiás. 2009.
ALOUCHE, P. L. Corredores urbanos de transporte para alta demandas. Seminário de Soluções Integradas de Transporte. Porto Alegre

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Dia dos Namorados e suas intervenções.

Em especial ao dia de hoje, irei postar os trabalhos expostos da competição de 2013 para a intervenção Valentine’s Day na Times Square. Desejo a todos um feliz dia dos namorados!

HAPPY HEARTS NYC

EASTON+COMBS


Holler Architecture


LOVE LETTERS


VENCEDOR: HEARTWALK

Em sequência os videos de 2010 a 2013.

2010 - Ice Heart by Moorhead & Moorhead

2011- Lighthearted by Lauren Crahan and John Hartmann


2012 - BIG ♥ NYC 2012


2013- Situ Studio: Heartwalk

quarta-feira, 5 de junho de 2013

O PROCESSO DO PROJETO




Bom pessoal depois de muito tempo sem postar nada... voltei! Estarei postando aqui alguns trechos a respeito do processo de projeto e um pouco sobre sua complexidade. O texto foi retirado do artigo Reflexão sobre metodologias de projeto arquitetônico de autoria de Kowaltowski, D. C. C. K. et al. publicado na revista Ambiente Construido de 2006.

Em arquitetura, o processo de criação não possui métodos rígidos ou universais entre profissionais, muito embora possam ser atestados alguns procedimentos comuns entre projetistas. O processo é complexo e pouco externado pelo profissional. O campo projetivo arquitetônico situa-se numa área intermediária entre ciência e arte, tendo que responder a questões não perfeitamente definidas e permitindo múltiplas abordagens (DÜLGEROGLU, 1999; JUTLA, 1996). Há subáreas (representação da forma, história e teoria de construções e estudo das estruturas, entre outras) que se desenvolvem de maneira independente, cada uma com um tipo de dialeto, sendo necessário integrá-las na concepção do projeto. O campo também possui o conhecimento universal para fazer normas e padronizações e o conhecimento específico para cada caso. Assim sendo, todo problema é único e, portanto, cada solução está baseada em um conjunto diferente de critérios.



São grandes as dificuldades de enquadrar as características do processo projetivo em metodologias de projeto, uma vez que o processo de criar formas em arquitetura é, na maioria das vezes, informal, individual ou simplesmente pertence a escolas de regras estéticas (KOWALTOWSKI; LABAKI, 1993). Estudos do processo criativo indicam pelo menos cinco tipos de heurísticas aplicadas na solução de projetos (ROWE, 1992; LAWSON, 1997; HEARN, 2003):

(a) analogias antropométricas: baseiam-se no corpo humano e nos limites dimensionais;
(b) analogias literais: uso de elementos da natureza como inspiração da forma;
(c) relações ambientais: aplicação com maior rigor de princípios científicos ou empíricos da relação entre homem e ambiente, tais como clima da região, tecnologia e recursos disponíveis;
(d) tipologias: aplicação de conhecimento de soluções anteriores a problemas relacionados, podendo-se dividir em modelos de tipos de construção, tipologias organizacionais e tipos de elementos ou protótipos; e
(e) linguagens formais: estilos adotados por grupos ou escolas de projetistas.

Pode-se considerar o processo de projeto como um conjunto de atividades intelectuais básicas, organizadas em fases de características e resultados distintos. Essas atividades são análise, síntese, previsão, avaliação e decisão. Na prática, algumas atividades podem ser realizadas através da intuição, algumas de forma consciente e outras a partir de padrões ou normas (LANG, 1974).

O projeto arquitetônico faz parte da família de processos de decisão. O processo de decisão em um projeto pode utilizar a descrição verbal, gráfica ou simbólica, isto é, vários mecanismos de informação, para antecipar analiticamente um modelo e seu comportamento (ROSSO, 1980). Podem-se ainda considerar as principais fases do modelo geral da tomada de decisão, que, traduzidas pela prática profissional dos projetistas, dividem-se em programa, projeto, avaliação e decisão, construção e avaliação pós-ocupação. Em cada fase, pode ser realizada uma série de atividades (LANG, 1974).
Continuarei a respeito do tema em outro post. Até. 

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

A importância da Acessibilidade


A toda pessoa é garantido o direito universal de ir e vir, estabelecido na Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU e incorporado à Constituição brasileira. No entanto, nem sempre todos os cidadãos podem exercer este direito. Barreiras ambientais, físicas, econômicas, sociais e pessoais os impedem. Tais restrições atingem de forma bastante contundente as pessoas com restrição de mobilidade, que sofrem ainda com um outro tipo de barreira atitudinal: o preconceito.

Acessibilidade significa não apenas permitir que pessoas com deficiências ou mobilidade reduzida participem de atividades que incluem o uso de produtos, serviços e informação, mas a inclusão e extensão do uso destes por todas as parcelas presentes em uma determinada população.

Durante as aulas de projeto vejo muitos alunos reclamando das dificuldades de se desenvolver um projeto dentro das normas de acessibilidade (NBR 9050), isso nada mais é o estudante aprendendo a projetar dentro da legislação brasileira ( A Lei de Acessibilidade — Decreto Federal 5.296 de 2004); que em grande parte das vezes não é praticada e muito menos fiscalizada pelos setores responsáveis. Tal cenário vergonhoso no Brasil não da a justificativa da omissão da prática dentro do meio acadêmico (pelo menos!). Não irei discorrer muito sobre o assunto, acho que imagens são mais fortes que palavras... na verdade a vivência é a melhor maneira de aprendizado. Separei alguns vídeos e imagens sobre o tema... até +. 











quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Telhado Verde, e ai?


Vou dar uma parada com a Luminotécnica e hoje irei falar a respeito de Telhados Verdes. Em meio a uma aula essa semana os aluno apresentaram algumas propostas tirando partido dos telhados verdes. Muitas pessoas pensam que os greenroofs são as mil maravilhas, mas, na hora da especificação deve-se balancear muito bem o real uso dos telhados verdes, principalmente no quesito MANUTENÇÃO. 
Estava dando uma pesquisada e realmente os materiais nacionais quase todos falam apenas dos benefícios a respeito desse tipo de cobertura, então foi atrás de material internacional. Irei postar agora um pouco dos dois lados da moeda:


Integridade impermeabilização
Vazamento de água a partir  dos sistemas de drenagem ou danos provocados pelas raízes  podem levar a danos interior se o sistema de membrana de impermeabilização, barreira para as raízes e a camada de drenagem não forem devidamente selecionadas.
Existem áreas mais vulneráveis que outras, como por exemplo paredes verticais, tubos de ventilação de teto, áreas de perímetro, etc. Após a instalação da membrana de impermeabilização, realizar um teste de inundação de água a fim de garantir o controle de qualidade, antes da aplicação de outras camadas.

Requisitos de irrigação
"Em um clima quente e seco (isso lembra Goiás), não é ambientalmente saudável para ter um telhado verde que se exige de irrigação para estabelecer ou manter como um telhado verde?"

Primeiro de tudo, um clima quente e seco é possível listar as plantas que são extremamente seca e tolerantes ao calor. Muitas espécies que crescem em pleno sol têm desenvolvido mecanismos para reduzir a evaporação da folha, por exemplo, cera de folhas revestidos e espinhos.
É claro que qualquer paisagem exigindo uma irrigação regular seria uma manutenção de custo elevado e dispendioso em termos de consumo de água e de custo suplementar. Se você criar um campo de golfe em um telhado verde, então não seria muito ambientalmente saudável devido a esses fatores, além dos aspectos negativos da monocultura do gramado.

Se for comparado todos os processos naturais que são imitados às suas necessidades de irrigação potencial, os telhados verdes ainda seriam considerados ambientalmente saudável, embora não necessariamente auto-sustentável.



Valores Estéticos: 
A estética de telhados verdes sempre são positivos? 
Se não for planejado corretamente, uma aparência desagradável pode ser o resultado. Claro, se você está tentando recriar um ambiente projetado para atrair a vida selvagem, o resultado então não será o problema.
Além disso, a natureza das plantas precisa ser muito bem estudada na medida em que as flutuações sazonais, períodos de seca severa e calor será refletido no olhar das próprias plantas.Portanto, cores, alturas e densidades vontade mudança mais provável com as estações do ano.
O desejo de todos é que o telhado tenha nenhuma manutenção ou uma baixa manutenção, então o projeto deve especificar muito bem as plantas e a colocação dos materiais. A beleza está nos olhos de quem vê, mas certamente os muitos argumentos para os benefícios ecológicos e econômicos de greenroofs pode superar esteticamente projetos fracos. 

Outras desvantagens que eu retirei de um site da UFSC: 
Carga adicional
        A implantação de um teto jardim numa edificação acrescenta em sua carga estrutural valores que variam de acordo com o caráter - intensivo ou extensivo – da cobertura vegetal.
        O teto jardim intensivo implica numa carga adicional maior do que o teto extensivo. Isso acontece devido a fatores como: a possível circulação e permanência de pessoas; a utilização de espécies vegetais de maior porte, o que implica num aumento da espessura da camada de substratos, que, por sua vez, faz com que haja necessidade de uma maior capacidade retentora de água nessa cobertura.
    Exposição à ação de raízes
        A camada impermeabilizante pode sofrer danos causados pelo crescimento das raízes das plantas usadas na cobertura. Porém, esse risco de danificação pode ser evitado com a utilização de camadas impermeabilizantes anti-raízes, desenvolvidas para que estas não sirvam de fonte de nutrientes para as raízes.
    Manutenção
       As coberturas ecológicas precisam de manutenção periódica, cuja freqüência é maior para a cobertura intensiva, podendo ser mensal, e menor para o teto jardim extensivo, que pode ser tratado uma vez por ano. Contudo, devem ser analisadas as particularidades de cada cobertura verde para que se definam forma e periodicidade ideais de manutenção.
    Investimento inicial
        Para a instalação eficiente de um teto jardim é necessário um investimento inicial considerável. No entanto, esse tipo de cobertura é mais rentável a longo prazo, já que propicia uma economia de energia e expectativa de vida mais longa da própria cobertura e da estrutura da edificação.
    Construção
        As coberturas ajardinadas precisam de cuidado especial ao serem construídas, pois caso sejam mal executadas, podem provocar vários problemas na edificação. A colocação das camadas que integram o teto jardim e o tratamento dos pontos singulares devem ser realizados com as devidas precauções para evitar danos mecânicos. Por isso, a implantação de coberturas ecológicas exige uma mão-de-obra qualificada.

No próximo post irei falar das vantagens.

Fontes
http://www.cbc.ca/news/background/environment/
http://www.greenroofs.com/
http://www.arq.ufsc.br/arq5661/trabalhos_2006-1/teto_jardim/vantagens_e_desvantagens.htm

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Conceitos de Luminotécnica. Parte 2

 IRC – O índice de reprodução de cor é baseado em uma tentativa de mensurar a percepção da cor avaliada pelo cérebro. Índice de Reprodução de Cores e a grandeza que define em quanto à luz artificial consegue imitar a luz natural do Sol. Quanto mais próxima da luz natural for à reprodução de cores, maior será esse numero e quanto menor for mais distante da reprodução de cores da luz natural será, ou seja, menos eficiente na reprodução de cores.

O método de avaliação, numa explicação bem simplificada, consiste na avaliação das cores padrões, quando submetidas à luz da fonte a ser analisada e sob a luz de uma fonte de referência que deveria ser um corpo negro (radiador integral), que apresenta um valo de 100%.

Um IRC em torno de 60 pode ser considerado razoável, 80 é bom e 90 é excelente. Claro que tudo irá depender da exigência da aplicação que uma lâmpada deve atender. Um IRC de 60 mostra-se inadequado para uma iluminação de loja, porém, é mais que suficiente para a iluminação de vias públicas.

Fonte:
SILVA, Mauri Luiz da . LEDs - Origem, atualidade, aplicações e futuro.
LUZ, Jeanine Marchiori. CURSO DE LUMINOTÉCNICA. UNICAMP

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Conceitos de Luminotécnica. Parte 1


Vou começar uma séria de postagens sobre os conceitos básicos de Luminotécnica, para quem tem interesse sobre o assunto, vou tentar contribuir o máximo que puder, vamos nessa:  

Temperatura de cor




Esta é a representação gráfica da variação da tonalidade da cor de luz e que é obtida através de uma analogia com a temperatura (calor em Kelvin), que sempre definirá que: quanto mais branca for a luz , mais alta é a temperatura de cor; quanto mais baixa for a temperatura de cor em Kelvin, mas amarelada será essa luz. 

Uma analogia para se entender melhor essa ligação da cor com a temperatura é no instante que um ferreiro coloca uma peça de ferro no fogo, esta peça passa a comportar-se segundo a lei de Planck e vai adquirindo diferentes colorações na medida que sua temperatura aumenta. Na temperatura ambiente sua cor é escura, tal qual o ferro, mas será vermelha a 800 K, amarelada em 3.000 K, branca azulada em 5.000K. Sua cor será cada vez mais clara até atingir seu ponto de fusão. 

A observação da experiência acima indica que, quando aquecido o corpo negro (radiador integral) emite radiação na forma de um espectro contínuo. No caso de uma lâmpada incandescente, grande parte desta radiação é invisível, seja na forma de ultravioletas, seja na forma de calor (infravermelhos), isto é, apenas uma pequena porção está na faixa da radiação visível.
A figura acima permite observar que quanto maior for a temperatura, maior será a energia produzida, sendo que a cor da luz está diretamente relacionada com a temperatura de trabalho (mais fria quanto maior for a temperatura).

Um aspecto importante é que a temperatura da cor não pode ser empregada isoladamente e sim em conjunto com o IRC ( ÍNDICE DE REPRODUÇÃO DE COR, será explicado no próximo post ), mas independentemente deste aspecto, aceita-se que cores quentes vão até 3.000K, as cores neutras situam-se entre 3.000 e 4.000K e as cores frias acima deste último valor. 

As cores quentes são empregadas quando se deseja uma atmosfera íntima, sociável, pessoal e exclusiva (residências, bares, restaurantes, mostruários de mercadorias); as cores frias são usadas quando a atmosfera deva ser formal precisa, limpa (escritórios, recintos de fábricas).


Fonte:
SILVA, Mauri Luiz da . LEDs - Origem, atualidade, aplicações e futuro.
LUZ, Jeanine Marchiori. CURSO DE LUMINOTÉCNICA. UNICAMP

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

O Conceito X O Partido


Aqui vai um pequeno apanhado geral para tirar as dúvidas entra as definições de conceito e partido na arquitetura. 

O CONCEITO
No processo de projeto, o arquiteto define um conceito. O  conceito expressa a ideia subjacente no desenho e orienta as decisões de projeto em uma determinada  direção, organizando e excluindo as variantes (LEUPEN, 2004).
Milwaukee Art Museum – Santiago Calatrava

Conceito situa-se num plano abstrato,  pode-se admitir várias soluções espaciais e formais viáveis, que devem ser testadas quanto às suas qualidades formais, construtivas ou funcionais para a definição do melhor partido. No dicionário Conceito é definido como:

1. Representação de um objeto pelo pensamento, por meio de suas características gerais.
2. Ação de formular uma ideia por meio de  palavras, definição, caracterização
3. Pensamento, ideia, opinião

O PARTIDO
O partido arquitetônico define as características gerais do projeto, como uma “consequência formal derivada de uma série de condicionantes ou determinantes, como um resultado físico da intervenção sugerida” (RABELLO, 2007). 
Entre as condicionantes ou determinantes que norteiam o partido arquitetônico estão o clima, condições físicas e topográficas do local escolhido, assim como seu entorno legislação pertinente, as técnicas construtivas disponíveis e o orçamento pré-definido. (SILVA, 1983).

O partido arquitetônico só pode ser imaginado após ter-se clareza plena dos aspectos conceituais do tema, do programa arquitetônico, das articulações de suas partes, de seu pré-dimensionamento e dos aspectos físicos do terreno, de sua forma, de seu relevo, da sua orientação solar e de ventos, de sua posição na malha urbanística, de seus acessos e das exigências da legislação.

Determinantes do projeto

O Partido arquitetônico pode surgir: 

1- Da análise do terreno- Localização / Fotos do local / Entorno / Visitas / Ligações / Acessos. 

2- Do programa de necessidades – Setorizarização/ Arranjo vertical / horizontal 

3- Dos Aspectos da implantação-Orientação / Insolação / Luz natural / Privilegiar o meio ambiente existente. 

4- Dos Aspectos Construtivos - Materiais / Partido estrutural 

5- Do Volume pretendido - Forma / Fachadas / Movimento / Transparência / Cor / Linhas curvas ou retas 

6- Dos Fluxos - Distribuição espacial das funções / Circulação principal / Integração espacial / Eixo norteador. 

7- Da Identidade - Imagem do lugar 

8- Dos Aspectos conceituais - Tema / História... 

9- Dos Critérios de viabilidade do Projeto - Econômica / Tecnico-construtiva / Respeito ao Meio Ambiente 

10- Da Posição Arquitetônica - determinado Arquiteto e/ou Tendência Contemporânea 

11- De Teorias / Idéias (Fruto de leituras, análises de projeto e reflexão sobre o tema). 

12- Da necessidade de Flexibilidade do projeto ( para crescimento futuro e/ou adaptações possíveis) 

13- Da legislação regulamentadora ( Código de obras, Leis de uso do solo, Ambiental,etc..)


RABELLO, R. O que é arquitetura. São Paulo. Disponível em: http://ricardo.arquiteto.vilabol.uol.com.br/Arquitetura.htm.
SILVA, E. Uma introdução ao projeto arquitetônico. Porto Alegre: Ed. Da Universidade UFRGS; Brasília, MEC/SESu/PROED, 1983. 122p.
LEUPEN, Bernard, et al. Proyecto y análisis: evolucion de los principios em arquitectura.Barcelona: Editora Gustavo Gilli, 2004.


domingo, 7 de outubro de 2012

Os Resíduos da Construção e Demolição


O RCD (Resíduo de Construção e Demolição) é geralmente definido como o resíduo que surge de através das atividades de renovação, reforma, construção, demolição, incluindo a escavação, aterramento, construção de infraestruturas, limpeza de áreas e construção de rodovias. (YUAN et al. 2010). E, para que tais atividades possam ocorrer, há o consumo de materiais, sendo que, atualmente no Brasil, tais materiais advêm de recursos naturais não renováveis.  A indústria da construção civil consome entre 14 e 50% dos recursos naturais extraídos do planeta; no Japão corresponde a cerca de 50% dos materiais que circulam na economia e, nos EUA, o consumo de mais de dois bilhões de toneladas representa cerca de 80% dos materiais circulantes (SCHNEIDER 2003).
A geração de resíduos é inevitável em qualquer processo produtivo e estes resíduos quando mal tratados causam problemas graves à gestão urbana, onde se pode destacar, dentre outros, o esgotamento prematuro de áreas de disposição, a degradação da flora e da fauna, e consequentemente, prejuízos aos cofres públicos.
É comumente entendido que a acumulação dos resíduos no meio ambiente é mais rápida do que a degradação natural dos mesmos. O processo de produção e consumo prejudicam o meio ambiente devido à contínua exploração acarretando no esgotamento dos recursos naturais (SAFIUDDIN et al. 2010). Além disso, várias substâncias tóxicas, tais como elevada concentração de emissões de monóxido de carbono, óxidos de enxofre e outras partículas em suspensão são invariavelmente emitidos para a atmosfera durante a fabricação dos materiais de construção.
O interesse pela preservação dos recursos naturais e a busca pelo desenvolvimento sustentável tem motivado um grande número de pesquisadores visando obter materiais de construção não convencionais através do uso dos resíduos da construção civil. Há tempos, inúmeras iniciativas industriais e públicas foram lançadas a fim de fazer desenvolver conhecimentos, práticas e mudanças no modo de pensar relacionadas à aceitabilidade do uso de resíduos como matéria-prima ao invés de matéria-prima de recursos novos para a produção dos produtos de construção.
Para Chateau (2006), a avaliação de risco ambiental emerge como uma questão-chave no processo de decisão entre as diferentes opções sobre os problemas referentes à gestão de resíduos. Ao mesmo tempo, os produtores de resíduos nos países da Europa têm tentado encontrar soluções alternativas para disposição em aterros, por diferentes razões: o crescente aumento do custo da disposição nos aterros, o quadro regulamentar de incentivo à recuperação, tanto quanto possível assegurar a saúde e as condições ambientais, responder a crescente pressão social e o compromisso ambiental de um ciclo de melhoria contínua.
Referências: 
CHATEAU, Laurent . Environmental acceptability of beneficial use of waste as construction material—State of knowledge, current practices and future developments in Europe and in France. Journal of Hazardous Materials. Elsevier, 2007, p. 556–562.
SAFIUDDIN, Md; JUMAAT, Mohd Zamin;. SALAM, M. A; ISLAM, M. S; HASHIM, R. Utilization of solid wastes in construction materials. International Journal of the Physical Sciences Vol. 5(13). Academic Journals, 2010, p. 1952-1963.
SCHNEIDER, Dan Moche, Deposições Irregulares de Resíduos da Construção Civil na Cidade de São Paulo. São Paulo, 2003. Dissertação de mestrado. Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2003.
YUAN, Fang; SHEN, Li-yin; LI, Qi-ming. Emergy analysis of the recycling options for construction and demolition waste. Waste Management 31 (2011) 2503–2511.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Estou de volta! (Eu acho)


Olá povo (alguém ainda lê o blog?)! Estou voltando com o blog, havia deixado ele por um tempo devido a correria do mestrado e outros trabalhos que tenho desenvolvido. Mas enfim tentarei voltar com as postagens. Na semana passada recebi boas críticas de um aluno de arquitetura que eu nunca vi na vida, a respeito dos conteúdos postados aqui. Sinceramente fiquei surpreso, eu utilizava o blog para postar alguns estudos particulares e quando isso passa a auxiliar outras pessoas "a coisa" fica mais interessante. Então, estou de volta, provavelmente com uma quantidade inferior de postagens, mas buscando qualidade sempre. 
Até mais! 

segunda-feira, 16 de abril de 2012

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Cuidado com o consumo de recursos naturais e manufaturados


As recomendações aqui pertinentes dizem respeito aos produtos utilizados e aos seus fornecedores,procurando se incorporar critérios de sustentabilidade na aquisição de bens e na contratação de serviços, perpassando outros aspectos relacionados à gestão do canteiro. Por suas conseqüências nos ecossistemas e em questões mais amplas, como a do aquecimento global pelo efeito estufa, a escolha da madeira e de seu fornecedor adquire grande importância. As principais recomendações são:

- Implementar medidas que levem à minimização das perdas incorporadas, envolvendo projeto, planejamento, oferta de produtos adequados (normalização técnica, conformidade, desempenho, coordenação modular, etc.), gestão da produção, equipamentos adequados, capacitação da mão-de-obra em todos os níveis, etc.
- Priorizar produtos reciclados ou que permitam posterior reaproveitamento.
- Preferir o uso de produtos disponíveis localmente.
- Considerar, ao definir o tipo de madeira a ser utilizada, as características das peças a serem detalhadas para adequar o projeto às medidas das peças disponíveis no mercado com o objetivo de evitar perdas por cortes e emendas desnecessárias.
- Comprar madeiras somente de empresas que possam comprovar a sua origem, seja por meio de certificação legal (FSC, SOF, Cerflor etc) ou de um plano de manejo aprovado pelo Ibama, com a apresentação de nota fiscal e documento de transporte.
- Utilizar espécies de madeiras alternativas às tradicionais que se encontram sob pressão de exploração.
- Substituir madeiras conservadas com venenos à base de cromo e arsênico.
- Realizar um projeto de fôrmas adequado e assegurar-se de sua boa fabricação e uso (montagem e desmontagem), permitindo que as mesmas sejam reutilizadas um grande número de vezes.
- Dar preferência à contratação ou à compra de fornecedores que sejam socialmente responsáveis: que não trabalhem com mão-de-obra informal; que estejam em dia com suas obrigações tributárias e fiscais; que participem de seus programas setoriais da qualidade, não praticando concorrência desleal e seguindo a normalização técnica e a legislação; que pratiquem uma política de remuneração, benefícios e carreira justa com seus funcionários e seus próprios fornecedores; que valorizem o trinômio ‘saúde, segurança e condições de trabalho’; que respeitem o ambiente.
- Dar preferência à contratação de fornecedores que seja capazes de demonstrar sua capacitação tecnológica para realizar o serviço especializado de execução para o qual estão sendo contratados.
- Preferir produtos acondicionados em grandes volumes; exigir que os fornecedores utilizem palettes retornáveis e recolham as embalagens já utilizadas; preferir fornecedores que proponham embalagens reduzidas ou que sejam flexíveis e possam ser compactadas, e que, sobretudo, possam ser reaproveitadas; planejar as entregas de modo a minimizar o consumo de embalagens.
- Dispensar cuidados especiais à proteção dos serviços acabados, evitando danos por ação mecânica (choques, quedas de objeto, etc.) ou deterioração (intempéries, ação do sol, calor, manchas, etc.).


Algumas dificuldades existem para a implementação dessas medidas, que precisam ser superadas pelo maior desenvolvimento tecnológico, relacionadas:

- à implementação de medidas que levem à minimização das perdas incorporadas;
- ao baixo número de produtos reciclados disponíveis no mercado;
- à pequena participação no mercado de empresas que possam comprovar a origem de sua madeira e ao preço ainda elevado das madeiras de origem certificada;
- à ausência de mecanismos para caracterizar fornecedores que sejam socialmente responsáveis;
- à ausência de mecanismos para caracterizar fornecedores capazes de demonstrar sua capacitação tecnológica;
- à problemas na cadeia de suprimentos (falta da cultura no uso de paletes; baixo emprego de equipamentos de transporte; ausência de planejamento de entregas; etc.).

referência bibliográfica: CARDOSO F. F., Canteiro - Inovações tecnológicas e Políticas Públicas

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Ventilação Natural


Segundo Santamouris (2005), a ventilação natural é uma técnica muito importante e simples que quando usada apropriadamente, serve para:
a) Contribuir a resolver problemas de qualidade do ar interna através da diminuição de poluentes internos;
b) Melhora as condições de conforto térmico em ambientes fechados e;
c) Reduz o consumo de energia de edificações condicionadas mecanicamente.

Sendo que para que a ventilação seja uma estratégia de projeto efetiva, a concentração de poluentes externos deve ser menor que a dos poluentes internos; a temperatura externa deve estar dentro dos limites de conforto e a ventilação natural não deve causar outros problemas como ruído ou falta de privacidade.


O uso da ventilação como estratégia para um resfriamento passivo da edificação e para melhoria do conforto dos ocupantes depende da incidência de ventos no local. Para locais com vento estável e intensidade > 3.0 m/s, a ventilação é a estratégia de refrigeração mais simples e eficiente, enquanto o que o vento pode ser indesejável para To acima de 34 C, sendo também importante considerar o uso de ventilação mecânica complementar para períodos de calmaria (BITTENCOURT; CÂNDIDO, 2005).

Existem diversas estratégias de aplicação da ventilação natural no projeto, que podem ser pensadas de forma única ou atuando em conjunto; sendo algumas delas ilustradas nas Figuras a seguir.

-Ventilação cruzada: Ocorre quando o ar entra na edificação por um lado, passa pelo espaço interno e sai por outro lado. A configuração no fluxo do ar de uma edificação é determinada pelo tamanho e localização das aberturas de entrada do ar na parede, sendo que entre mais perpendicular seja a abertura à direção do vento predominante maior a sua eficácia; assim como pelo tipo e a configuração das aberturas usadas e a localização de outros componentes arquitetônicos próximos às aberturas (divisórias internas, protetores solares, marquises, etc.) (BITTENCOURT; CÂNDIDO, 2005)



- Ventilação através do efeito chaminé: Considera que a taxa de ventilação aumenta com a diferença de temperatura do ar, já que o ar interno mais quente tende a sair através de aberturas mais altas da edificação, sendo substituído por ar mais frio que entra através das aberturas mais baixas (Figura 14). A distância vertical entre as aberturas influi aumentando a taxa de ventilação quanto maior a distância na altura entre as aberturas.
                                 

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Ventilação noturna: Quando da incidência de ventos significativos no período noturno, esta estratégia pode ser usada para manter a temperatura interna confortável durante o dia, especialmente durante o verão, através do esfriamento da edificação à noite. O ambiente deve ter maior capacidade térmica. Podem ser usadas estratégias como a do “peitoril ventilado” ilustrada na Figura 15, para garantir tanto ventilação diurna quanto noturna no ambiente.

- Ventilação por baixo da edificação: Estratégia usada pelas construções em pilotis.

- Ventilação pela cobertura: As saídas de ar podem estar junto a cumeeira ou ventilação através do forro por meio de câmara de ar ventilada.

- Ventilação através de espaços intermediários (pátios): Estratégia usada geralmente para climas quentes e secos, que poderia se estender para outras regiões climáticas, através da qual sepermite, maior circulação do ar por meio de espaços intermediários associados a corredores e quartos que permitam uma circulação cruzada nos ambientes, o que pode ser alcançado por meio de venezianas associadas às portas internas dos ambientes.

- Fachada dupla ventilada: Atuam como zonas de transição entre o exterior e o interior, já que reduzem a perda de calor no inverno e o ganho de calor no verão por não ter-se uma radiação direta no ambiente. Quando se combina ventilação do espaço entre as duas fachadas, melhora o seu desempenho. A fachada dupla pode consistir também numa fachada verde por meio de pergolado vertical com vegetação.



- Ventilação com efeito chaminé balanceado: Segundo Ghiaus e Roulet (2005), nesta estratégia o ar entra numa chaminé onde a temperatura está perto da externa, passa através do ambiente e sai através de outra chaminé que carrega o ar mais quente, como ilustrado na Figura 16.

Para climas quentes e secos pode ser colocado spray de água dentro da chaminé de entrada do ar, incorporando junto à estratégia de resfriamento evaporativo passivo. Também através do aquecimento de um dos dutos de ventilação, aumenta-se a pressão o que resulta numa diferença de temperatura maior do que nos sistemas convencionais.

fonte: Levantamento do estado da arte: Energia; Projeto Tecnologias para construção habitacional mais sustentável Projeto Finep 2386/04, São Paulo, 2007